EREM CÂNDIDO DUARTE
Trabalho apresentado à disciplina História como parte do pré-requisito de
progressão da aluna: Ana Beatriz Barbosa da Costa 3º ano A.
RECIFE
JULHO/2014
A
CONSTRUÇÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA: A ADMINISTRAÇÃO COLONIAL E SEUS CONFLITOS
1.
O
que eu sabia.
Que a construção da América
foi possível graças às grandes navegações dos países ibéricos, Espanha e
Portugal. Que por sua vez tiveram vários conflitos territoriais de demarcações
de território.
O presente trabalho enfatiza o processo de ocupação do território dominado
pelos portugueses, por diversos grupos de povoadores que deram origem à
formação das sociedades ameríndias, bem como o achamento e os primeiros contatos
entabulados entre os seus habitantes e os Portugueses. Analisa as consequências
do início do processo de colonização (1534), que se encontra na gênese dos
seculares conflitos com a “Gente da Terra”, nomeadamente pela disputa do
território, pelas repetidas tentativas de utilização forçada da mão-de-obra masculina
indígena em trabalhos agrícolas e, também, pelas interferências no modo de
vida, na organização social e no sistema de crenças das populações brasílicas.
Os antagonismos gerados encontram-se na origem do recurso à importação, em
larga escala, de escravos africanos.
A disputa entre os povos ibéricos encontrava-se no aspecto
do comércio internacional de especiarias. Este comércio baseava-se em trazer
das Índias produtos para o consumo interno desses países e ainda
comercializá-los com países próximos.
Com a influência de D. Henrique e a Escola de Sagres,
Portugal saiu na frente em enviar caravelas para tentar um caminho mais próximo
das Índias e a conseqüente diminuição do trajeto de ida e volta. Com essa saída
pelo mar ganhar-se-ia tempo de dinheiro.
Com a crescente demanda de produtos para a população
procurou-se também buscar novos mundos em que se pudesse explorar
comercialmente essas terras.
Com a chegada dos
portugueses, em terras brasileiras, em 1500 a visão do reinante português D.
Manoel II e a premente questão de invasão do novo território por países da
Europa surgiu a necessidade de povoar e colonizar a nova terra.
A colonização do Brasil teve início em 1530 e passou por
fases (ciclos) relacionadas à exploração, produção e comercialização de um
determinado produto.
Vale ressaltar que a colonização do Brasil não foi pacífica,
pois teve como características principais a exploração territorial, uso de
mão-de-obra escrava (indígena e africana), utilização de violência para conter
movimentos sociais e apropriação de terras indígenas.
A exploração a que se deu início, principalmente da mão de
obra indígena, vale ressaltar que demorou–se muito para que os portugueses
observassem a falta de habilidade e despreparo dos indígenas para tal
atividade, principalmente porque a exploração do único produto, Pau Brasil, era
feito a base de troca ou de transporte por escravos.
É nessa época que o reinado de Portugal começa a se
preocupar com a exploração não só do litoral brasileiro mas também em ocupar
outras regiões mais avançadas do território.
Sabedor dessa possibilidade o Rei manda ao Brasil o primeiro
colonizador Martin Afonso de Souza para por ordens nas terras e fundar vilas. Fundou
a primeira vila do Brasil: São Vicente com o único cunho de mostrar dominação e
fincar raízes em terras portuguesas.
Martin Afonso foi o primeiro a receber uma Capitania
Hereditárias a partir da divisão do território em Capitânias Hereditárias. Este
título equivale nos dias atuais a um de governador de estado. O poder concedido
a um senhor de uma Capitânia Hereditária não tinha limites desde condenar ou
prender habitantes nativos ou os próprios patrícios.
*Imagem - Martin Afonso de Souza
Pintura
do francês Jean Ange Luciano de 1974.
(Fonte: http://pauliceias.blogspot.com.br/)
Para entendermos melhor a construção de uma América
portuguesa teremos que rever pontos de ocupação de outros territórios com cunho
exclusivo de exploração comercial, visto que Portugal almejava o comércio de
exploração para financiar seus custos com o comércio com as Índias. Já que,
devido ao alto preço das especiarias no comércio europeu, havia uma grande
vantagem de almejar lucros altíssimos com a possibilidade de descobertas de
terras ricas em ouro ou com o comércio de produtos relacionados ao comércio
propriamente dito.
Viu-se a possibilidade de exploração do solo com o plantio
de cana-de-açúcar que já havia dado certo em terras portuguesas no Oceano
Atlântico.
Os grandes conflitos enfrentados pela coroa portuguesa no
território foi a falta de mão de obra para tocar o grande empreendimento que
estava por ser almejado por Portugal.
Não adiantaria investir grandes travessias pelo oceano se
não houvesse recurso.
A dominação da mão de obra indígena e suas recusas em não
contribuir (os índios) foi uma das causas das primeiras tentativas de
exploração escrava no território.
Portugal se viu acuado neste
aspecto devido ao grande conhecimento dos índios das terras e conseqüente fuga
para o interior do país levando, às vezes, a morte de diversas integrantes das
esquadras portuguesas que se embreavam para capturar os índios e os trazer para
o trabalho.
Com a grande ascensão do comércio de açúcar na Europa,
Portugal se viu obrigado a iniciar uma grande procurar por terras onde se
pudesse explorar financeiramente o “ouro banco”.
A partir dessa empreitada dos portugueses algumas nações
viram-se acuadas quando ao comércio de bens e produtos e com isso viram com
bons olhos a possibilidade de invasão de terras recém descobertas.
Países como Holanda, França não se aquietaram até mandarem
para os novos territórios expedições de cunho exploratório e com isso ameaçar o
poderio de Portugal em territórios descobertos.
Visando criar barreiras para que não fossem efetivas as
ditas invasões Portugal resolver criar um novo sistema de governo que que
houvesse um centralizador de todo o território conquistas a este novo método de
governo chamou-se: Governo Geral.
Com este novo sistema de governo Portugal visava uma
resposta mais imediata aos seus anseios de bloquear as invasões de holandeses e
franceses.
Com o pensamento voltado ainda por não ter dado certo o
domínio dos escravos a coroa portuguesa mudou de tática e, no intuito de querer
justificar sua presença em território ameríndio, trouxe com o governador geral
os primeiro catequizadores para as terras descobertas: os jesuítas.
Como nos dias atuas em que a igreja tem sua dominação e
incrustação em diversas ramificações do governo, Portugal tentava justificar
sua presença com a benção de Deus.
*Imagem - Mercado de escravos
(Pintura
de Johann Moritz Rugendas 1835)
(Fonte: http://pt.slideshare.net/marialuzinete/rugendas-e-debret-retratos-da-escravido-no-brasil)
Partindo do
pressuposto que alguns historiadores confirmam que a verdadeira colonização do
Brasil começou com a construção de engenhos de açúcar visando o comércio,
podemos afirmar que a construção de uma América portuguesa tem seu início
marcado por uma administração central e com a conseqüente retomada da mão de
obra escrava mais precisamente com a utilização de escravos negros vindos de
terras africanas.
*Imagem - América do Sul em 1650
(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Colonização_do_Brasil)
Muitos conflitos houveram de ser apaziguados e outros
necessitaram de uso da força de fogo dos novos colonizados por moticos ora por
tentativas de invasão ou por tentativa de fuga dos já chamados escravos das
terras portuguesas.
*Imagem - Engenho de cana
pintura de Hercule Florence
(Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/lendo-a-lenda/a-aguardente-a-pinga-e-a-mais-idiota-das-lendas/)
A partir do fato da conquista do crescimento do cultivo da
cana-de-açúcar abriu-se a possibilidade de interiorização do território já que
vislumbrou-se a possibilidade de ganhos com pedras preciosas e extrativismo de
árvores nativas.
Diversos problemas foram enfrentados como o não conhecimento
das terras, doenças que não se conheciam e conflitos com os próprios índios em
que resultaram dezenas de mortes dos chamados desbravadores do sertão.
Com a descoberta de minerais como ouro e esmeralda o poderio
ofensivo dos portugueses para o interior intensificou-se e houve o recuo cada
vez maior dos índios e conseqüente morte de diversos desses.
Com a colonização do Brasil pelos portugueses temos hoje uma
sociedade baseada em costumes que herdamos dos nossos patrícios.
A forma como foi desbravado o interior do país pelos
portugueses influenciou na nossa realidade nos dias atuais.
Um dos exemplos que podemos nos basear é a atual política
judiciária nacional pois foi com Tomé de Souza que vieram os primeiros
legisladores e policiais para o nosso território e com isso criou-se uma política
judiciária que reflete até nossos dias. Nosso pensamento jurídico é ultrapassado,
ainda fincado no raciocínio jurídico dos portugueses da antiguidade. Nossa
cultura jurídica social é reativa e não preventiva.
Portugal também nos deixou uma herança pouco desejada de
sempre: mentiras, bajulação, descaso, cinismo, ineficiência, corrupção,
egoísmo, interesses particulares em detrimento do interesse geral, péssimos
critérios de justiça e de mérito.
A partir da colonização e as futuras fundações de vilas no
litoral, temos atualmente um grande aglomerado da população vivendo nesses
lugares.
A nossa herança de engenhos de cana-de-açúcar durou até
meados do século passado e movimentou a economia de diversos estados
brasileiros.
Várias são as influências trazidas da colonização quer seja
no âmbito financeiro, jurídico e arquitetônico que Portugal deixou como legado
para o futuro.
Fontes:
Observação:* Não foi possível colocar as imagens.
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